
O que levar e como se preparar
O que vai na mochila
- Lanterna de cabeça individual, com pilhas ou bateria extra (obrigatória no parque, e a do celular não vale)
- Mochila pequena, de 20 a 30 litros
- Bota de trilha já amaciada e meias de trilha
- Roupas nas três camadas, além de gorro e luvas
- Cerca de 2 litros de água
- Lanche de trilha: sanduíche, frutas, castanhas, chocolate
- Protetor solar, óculos de sol e boné
- Bastões de caminhada
- Remédios de uso pessoal e documento com foto
- Papel higiênico, saco para o lixo e tubo para dejetos
Tudo do Pico Diurno, e mais:
- Barraca (obrigatória para o pernoite no parque)
- Saco de dormir próprio para o frio e isolante térmico
- Roupa seca separada, só para dormir, e meias extras
- Mochila maior, de 40 a 60 litros
- Comida e fogareiro, se você não acrescentar as refeições à sua expedição
- Utensílios de cozinha e uma garrafa extra de água
- Roupa de banho, toalha e troca de roupa
- Papete ou sandália com tira, que firme o pé nas pedras
- Protetor solar, boné e repelente
- Água e lanche
- Saco estanque para o celular e os documentos
O que faltar, você aluga com a gente
Bastões, lanterna, roupas para o frio e equipamento de acampamento, da mochila à barraca, na loja da agência, em Alto Caparaó. Cada pessoa aluga só o que não tiver, e quem já tem o seu não paga nada. Veja como acrescentar o equipamento à sua expedição. O que você reserva com antecedência já fica separado para você no dia; se preferir, escolhe na hora, conforme a disponibilidade. A loja também tem equipamentos novos à venda.
Quer deixar o equipamento separado?
Da lanterna à barraca, qualquer equipamento de camping pode ser alugado na loja da agência, em Alto Caparaó. Reservando antes, ele fica separado para você no dia.
Na montanha, a diferença entre sofrer e aproveitar quase nunca está na força das pernas. Está no que você leva na mochila e em como chega preparado.
Uma lanterna esquecida, uma bota estreada no dia ou um casaco fino demais podem transformar a experiência da sua vida num dia difícil.
Vestir em camadas: o segredo do conforto na serra
Na mesma subida, você vai sentir calor no esforço, frio nas pausas e vento no cume. A solução não é um casaco enorme, e sim camadas que você tira e coloca conforme o momento.
Primeira camada (segunda pele)
Fica colada ao corpo e tira o suor da pele. Prefira tecido sintético ou lã merino.
Segunda camada (isolante)
Guarda o calor do corpo. Um fleece ou uma jaqueta de pluma ou fibra sintética.
Terceira camada (proteção)
Um anorak ou jaqueta corta-vento, de preferência impermeável, que bloqueia vento e chuva.
Completam o sistema: gorro, luvas, buff ou cachecol e meias de trilha. Nas pernas, calça de trilha e, no inverno, segunda pele por baixo.
Evite algodão
Camiseta e moletom de algodão encharcam com o suor, demoram a secar e roubam o calor do corpo justamente quando você para no frio do cume.
O que muda com a estação
No inverno (maio a agosto)
As noites no alto da serra ficam abaixo de zero. Luvas, gorro, segunda pele e um saco de dormir adequado deixam de ser recomendação e viram necessidade. Nos acampamentos, a água pode congelar durante a madrugada.
No verão (novembro a março)
A chuva é a principal companheira. Jaqueta impermeável, roupas que secam rápido e capa para a mochila fazem diferença. E, mesmo no calor, leve um casaco: o cume continua frio e com vento.
O ano todo
O sol de altitude queima mais rápido, mesmo com nuvens. Protetor solar e óculos escuros não ficam em casa em nenhuma estação.
Preparando o corpo
Todos os anos, pessoas com os mais diferentes níveis de condicionamento chegam ao cume do Pico da Bandeira. A trilha não exige técnica de escalada, e o guia ajusta o ritmo para que o grupo inteiro chegue lá em cima.
Ainda assim, quanto mais ativo você chegar, mais leve e prazerosa a subida fica: sobra fôlego para olhar a paisagem, conversar e curtir cada trecho do caminho. Por isso, vale a pena se movimentar mais nas semanas antes da viagem. Algumas ideias simples:
- Caminhe com mais frequência, de preferência por ruas com subidas, e troque o elevador pela escada sempre que puder.
- Faça pelo menos uma caminhada mais longa antes da viagem, se possível com a bota e a mochila que você vai usar na trilha.
- Mantenha a atividade física que você já pratica. Qualquer movimento conta.
- Avalie-se com sinceridade. Você conhece o seu corpo melhor do que ninguém. Use a Escala de Esforço e a ficha de cada roteiro para escolher o que combina com você hoje.
Antes da expedição, cada participante assina um termo de responsabilidade, que chega junto com o checklist completo, 3 dias antes da viagem.
Na trilha
- Coma pouco e sempre
- Pequenos lanches a cada pausa mantêm a energia melhor do que uma refeição grande.
- Beba água mesmo sem sede
- No frio, a sede some, mas o corpo continua precisando de água.
- Respeite a altitude
- O cume passa dos 2.800 metros. A maioria das pessoas não sente nada, mas dor de cabeça, enjoo ou falta de ar fora do normal devem ser avisados ao guia na hora.
- Cuide dos pés
- Nunca estreie bota no dia da subida, corte as unhas antes da viagem e leve meias extras.
- Use os bastões na descida
- É ali que os joelhos mais sofrem.
O que você precisa guardar
- Vista-se em camadas e deixe o algodão em casa.
- Lanterna individual é obrigatória, mesmo na subida diurna.
- Pernoite exige barraca, saco de dormir para o frio e isolante.
- Movimente-se mais nas semanas antes da viagem: a subida fica mais leve e prazerosa.
- Na trilha: coma pouco e sempre, beba água e respeite o seu ritmo.

